Neste vídeo apresentamos a obra Filosofia do Senso Comum: Lógica da Ciência e da Fé, de Antonio Livi.
Sinopse:
Neste tratado de realismo epistêmico, Antonio Livi faz uma rigorosa análise fenomenológica e lógica da experiência cognitiva em seus fundamentos. Ele determina e demonstra a existência e o valor epistêmico de um conjunto de cinco certezas primeiras, geneticamente conectadas entre si e que são condição de pensabilidade de quaisquer outros conhecimentos. Trata-se do conjunto que compreende a certeza, por evidência imediata, do mundo, do eu, dos outros, da lei moral natural e, por evidência mediata, de Deus como causa primeira e fim último de todas as coisas. Essas evidências assumem a forma de juízos indexicais de existência, como “as coisas são”, que são absolutamente certos.
Diferentemente de outros pensadores, Livi não apenas usa o senso comum, mas delimita-o e demonstra-o segundo as mais rigorosas exigências da crítica. Ele não propõe uma filosofia sem pressupostos, nem pressupõe a formalização de uma filosofia em sua fundamentação, mas explicita a experiência cognitiva (conteúdo material) de maneira interdisciplinar, recorrendo principalmente à filosofia (conteúdo formalizado) para sua re-cognição e ao método lógico da pressuposição para estabelecer suas dimensões objetivas fundamentais. Esses conhecimentos são pressupostos necessários em qualquer outro juízo com pretensão de verdade. Com isso, ele identifica o fundamento primeiro da lógica do saber por inferência e do saber por testemunho e extrai do senso comum as consequências lógicas para as ciências e para a fé – fundamento do qual as ciências e a fé dependem em sua possibilidade e limitação. Livi propõe, assim, uma nova filosofia do senso comum.
Este livro é um convite a pensar a experiência cognitiva humana de forma rigorosa e radical, assim como a buscar resolver as exigências críticas do pensamento moderno e contemporâneo. Trata-se de uma leitura essencial não só para filósofos e teólogos, mas também para o público leigo interessado.
A obra se desenvolve em 4 capítulos:
Cap. 1. Premissas histórico-críticas, no qual o autor apresenta as acepções tanto negativas quanto positivas acerca do senso comum e da sua função epistêmica (incluindo as escolas de filosofia do senso comum).
Cap. 2. A proposta de uma nova filosofia do senso comum, no qual o autor define a sua tese e esclarece a natureza gnosiológica, a fundamentação epistêmica e os conteúdos do senso comum.
Cap. 3. A demonstração da sua tese sobre o senso comum, no qual o autor define o objeto da demonstração, define os seus pressupostos lógico-metafísicos, a abordagem da lógica material ou alética à análise dos juízos e à sua pretensão de verdade, o método e o desenvolvimento da demonstração e a demonstração de cada uma das cinco verdades do senso comum
Cap. 4. Os critérios epistemológicos consequentes à demonstração da existência e da função epistêmica do senso comum, no qual o autor desenvolve o senso comum como fundamento lógico do saber por via de inferência (em especial da filosofia e da ciência) e por via de testemunho (da fé humana, da Revelação e da fé sobrenatural).
Autor:
Antonio Livi (1938-2020) foi professor da Pontifícia Universidade Lateranense e membro ordinário da Pontifícia Academia de Santo Tomás. Discípulo de Étienne Gilson e especialista em lógica e teoria do conhecimento, Livi colaborou na redação da encíclica Fides et ratio de São João Paulo II. Foi autor de obras fundamentais como Il principio di coerenza (1997), Metafisica e senso comune (2010), Le leggi del pensiero (2016) e Vera e falsa teologia (2018) e de diversos artigos acadêmicos.
